Caminhando para a simplicidade da vida, juntos!

Quando mais nova, queria muito abraçar o mundo, sonhava com um bom emprego, não conseguia desligar, fazia 1000 planos, traçava vários caminhos e criava diversos objetivos. Essa sensação de “Mundo, tô aqui! Por favor me abraça!” é maravilhosa, mas dependendo da “intensidade”, ela pode trazer, a sensação de “nunca estou satisfeita”. Era assim que me sentia, nunca estava satisfeita, parecia que sempre estava caminhando para chegar em algum lugar e quando chegava, não era lá que queria ficar. Isso me mantinha viva, focada. Meus objetivos me moviam.

Num belo dia, em uma noite chuvosa de uma sexta-feira bem comum , conheci ele, o Gu. Jamais imaginei, que a chegada dele mudaria tudo. Toda aquela história de que precisamos de pessoas “do bem” em volta, passou a fazer sentido. Nosso relacionamento se resume na seguinte frase: Não sei se será eterno (torcemos, muito, para um sim!), mas todo o tempo e crescimento vividos já valeu por uma vida!

Todos os dias, descobrimos o quanto somos diferentes e ao mesmo tempo, Tão iguais. Tivemos infâncias diferentes e ao mesmo tempo com valores parecidos. Fui criada pela minha mãe, em uma Vida de luta. Nunca me faltou nada, mas nem sempre a vida foi fácil. Gu teve a família completa, cheia de amor, carinho e respeito, como deve ser. Estudamos em escola pública, na época, essa vivência era um pouco melhor da que temos por aí atualmente. Ele seguiu para faculdade federal e eu sempre muito apegada na figura materna, decidi cursar uma faculdade particular, por aqui, para não ficar longe.

Quando nos conhecemos, já havíamos trilhado grande parte das nossas metas profissionais. Especializações, mestrados, Inicio do Doutorado. Eramos os dois e o mundo!

Não demoramos para perceber o quanto eramos “iguais”. Vivíamos para trabalhar. Perdi a conta dos finais de semana que apagamos no sofá antes das 10 hrs. Exaustos.

Tanto trabalho nos rendeu uma certa estabilidade, viajamos pelo mundo. Não nos preocupávamos, tanto, com o que era mais caro ou barato. Afinal, vivíamos para trabalhar e não dava tempo de gastar. Comprei o meu carro e paguei a vista. Para quem começou do zero, acredite, tudo isso são grandes conquistas!

Mas mesmo assim faltava alguma coisa. Não eram filhos! Definitivamente não era! Depois de 3 anos juntos as nossas viagens começaram a perder a graça. Aproveitávamos, mas meu coração não descansava. Claro que tinha um turbilhão de coisas acontecendo, no meu caso, na vida profissional. Cansaço, insatisfação e por aí vai.

Me lembro como se fosse hoje de uma viagem que fizemos para Penedo e da sensação que carreguei no coração. E eu só conseguia me perguntar: “Por que me sinto assim, se está tudo bem?”

Não adiantava conversar com amigas e se tem uma coisa que aprendi nessa vida é que as vezes “se abrir” pode ser pior. Nem todo mundo tem a sensibilidade de compreender o que acontece com o nosso coração. Não é por maldade, as vezes, não deixamos transparecer, outras vezes, as vivências e histórias de vida são muito diferentes.

Um belo dia decidimos ter o nosso bem mais precioso juntos, nossa Pedritinha. E foi aí, neste dia, que tudo começou a melhorar. Claro que não melhorou do dia para noite. Foi um processo, como tudo na vida, mas foi a partir dela que nosso relacionamento começou a se consolidar. Ele passou a me conhecer melhor e eu passei a observá-lo mais. Perdi a conta das vezes que ele me surpreendeu por causa dela e imagino que algumas vezes tenha surpreendido ele por causa dela. 🙂

Não sei se estava escrito e se essa é a nossa missão juntos. Mas gosto de acreditar que a vida reservou isso para nós! Acho que antes de embarcar nessa aventura que se chama vida, fizemos essa escolha, juntos. Que bom que não nos desviamos do nosso caminho de luz… Apesar dos obstáculos que a Vida traz, seguimos firmes, nos encontramos e estamos descobrindo juntos, que a felicidade não está no que se pode ter e sim na simplicidade do que podemos viver. Juntos!

 

Abraço, Lu

 

 

 

 

 

 

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