Cães e Gatos: Conhecendo o cheirinho uns dos outros

Apresentando os “Cheiros”

Bem vindo ao terceiro post da saga: Cachorrinhos conhecendo Gatinhos e Gatinhos conhecendo Cachorrinhos!

Se estiver chegando um gatinho por aí, vale a pena ler esses dois primeiros aqui ó:

Primeiro: Como nos preparamos para apresentar os Cachorros para os Gatinhos?

Segundo: Aprendendo a Gostar da caixa de trasnsporte para conhecer os Cachorrinhos!

A primeira forma de “Apresentação” entre a turminha aconteceu através do cheiro. Antes de qualquer contato visual, eles precisavam sentir bastante o cheirinho um do outro e associar “aquele cheirinho novo” com algo muitoooooo legal e gostoso! Dá-lhe Reforço positivo!

Parece tão simples , né? Deveria ser simples passar pela “fase dos cheiros” – acabei de inventar o nome e de classificar esta etapa como fase, tá? ahahaha Por que, Luuuu? Porque sou dessas! “Deveria” – porque não tem nada de complicado em fazer os cachorrinhos sentirem o cheirinho dos gatinhos e vise-versa.

Porém, entretanto e todavia… esse é o começo de todo o processo e a única certeza que temos, nesta fase, é de que não temos nenhuma certeza! #desesperador ahahahaha

Quando começamos a apresentação dos cheiros estávamos de cabelos em pé, acreditando que daria certo e ao mesmo tempo cheios de incertezas!

Nossos cachorros, na época, eram muito impulsivos por falta de limites e isso nos deixava apreensivos por tudo que “ainda” tínhamos que fazer. Enfim, resumindo esta fase em uma frase só:  Era muito cheiro para pouco focinho, viu.

Nos dedicamos MUITO para que os peludos tivessem um “intensivão” de cheiros acompanhados de vivências alegres e positivas!  Ou seja, Gatinhos sentindo o cheiro dos Cãezinhos e os Cãezinhos sentindo o cheiro dos Gatinhos! Lembrando, que essa é a forma deles se conhecerem normalmente, sentindo o cheirinho um do outro!

Nessa fase, passamos a trocar os Gatinhos de ambientes logo pela manhã. Logo que acordávamos levávamos os gatinhos para o quarto dos cachorrinhos para que pudessem sentir o cheirinho dos peludos nas caminhas e eles passavam boa parte do dia lá.

Deixávamos a porta do quarto que os gatinhos dormiam aberta, para que os cachorrinhos entrassem e cheirassem a vontade.  Eles cheiravam as caminhas um do outro e todo o ambiente, sempre ganhando um petisquinho. Nos primeiros dias a recompensa com petiscos era intensa, conforme a agitação (dos cachorros) foi diminuindo, passamos a esperar mais tempo para oferecer os petiscos.

O nosso maior cuidado, durante os cheirinhos intensos, era fazer com que fosse uma vivência muito legal. Rolava muito carinho e brincadeiras, pois nem só de petisco vive um cachorrinho, neh não? 🙂

Aprendemos que esfregar alguns paninhos em nos peludo, para que ficassem com o cheirinho deles, ajudaria muito no processo. E lá foi o Gu e a Lu fazer paninhos ficarem cheirosinhos (NEH!) Só porque cheiro de bichinhos é bão demais. Dávamos as refeiçoes para os Gatinhos e Cachorrinhos em cima desses panos.

Beethovem e Sheldon, comendo em cima do pano com cheirinho dos Cachorros

Para os Cachorrinhos, servíamos as refeiçoes no quarto onde os gatinhos haviam passado a noite e também em cima dos paninhos que havíamos esfregado bem no bigodinho dos Gatinhos, para deixar o cheirinho. O objetivo era que eles associassem algo bom como “comer” com o cheirinho um do outro. Fizemos isso em todo processo de adaptação!

Todos os dias, fazíamos treinamentos com os comandos básicos (senta, deita, patinha, gira, fica, etc) em cima de um tapete com o cheiro dos Gatinhos, utilizando petiscos como recompensa. Esses treinamentos já faziam parte da nossa rotina antes dos Gatinhos chegarem, eles ajudaram a manter a mente dos cãezinhos mais equilibrada, o que auxiliou e muito no processo.

Foi tão incrível perceber, sutilmente, as mudanças no comportamento dos cachorrinhos. E de repente, começamos a observar que a dessensibilização ao cheiro estava dando certo!

Nas primeiras vezes que os cachorrinhos sentiram o cheiro dos Gatinhos, no quarto, eles quase surtaram de ansiedade. Era um cheira para lá e um cheira para cá tão intenso, que parecia que iam devorar os Gatinhos e que nada daquilo daria certo. Mas, no terceiro dia e com muita dedicação eles já estavam mais tranquilos. Entravam no quarto curiosos para cheirar, mas logo desencanavam. Muito interessante!

Sheldon comendo em cima da caminha dos cachorrinhos

Para nós, essa fase foi a mais simples e a mais importante. Foi sentindo o cheirinho uns dos outros que os cachorros perceberam que tinham irmãos novos na parada e os gatos começaram a entender que o mundo não era feito só de gatos.

Fizemos essa troca de cheirinho até as fases finais. Depois de apresentá-los continuamos associando os cheirinhos uns dos outros com vivências boas. Claro que no decorrer do processo diminuímos a frequência dos reforços, mas a alimentação, por exemplo, foi oferecida em cima dos paninhos e caminhas até o momento da adaptação de fato acontecer.

Tão simples, tão complexo, tão mágico. 🙂

Abraços, Lu

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